"Sem desfazer do cu, a cona e as mamas da minha mulher são os lugares mais bonitos do mundo!"
Manuel Caracoleta, 56 anos, pedreiro, apreciador de cerveja e futebol.
sábado, 26 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A necessidade do amor infeliz
“O amor feliz não tem história. Só existem romances de amor mortal, isto é, do amor ameaçado e condenado pela própria vida. O que exalta o lirismo (…) não é o prazer dos sentidos nem a paz fecunda do casal. É menos o amor realizado que a paixão de amor. E paixão significa sofrimento. Eis o facto fundamental.”
Denis de Rougemont, O amor e o Ocidente
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Citação erótica
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Fuga para a frente
Um psicólogo explicou um dia a Maria que ela não estabelecia relações afectivas estáveis e mudava constantemente de parceiro sexual para camuflar a falta de auto-estima e o medo de ser rejeitada. Era uma predadora sexual que abordava homens desconhecidos e os convidava abruptamente a ir para a cama apenas porque se achava feia e temia que ninguém se interessasse por ela e a amasse verdadeiramente. Como se fugisse para a frente, concluiu o psicólogo com um sorriso compreensivo. Sem pensar duas vezes, Maria disse-lhe que estava enganado e abandonou tão precipitadamente o consultório que se esqueceu de pagar a consulta.
Foi nessa saída precipitada que pensou quando, meses mais tarde, o seu simpático vizinho do lado esquerdo, um bonito divorciado de trinta e tal anos, a convidou para sair. Maria gostou do seu sorriso simpático embora levemente irónico e adorou o modo atrapalhado como ele disse “…ver um filme ou jantar… ou ambos”, mas disse que não podia e inventou uma mentira gaguejada e implausível que envolvia excesso de trabalho e dores de cabeça.
Maria saiu quase a correr do elevador e fechou a porta de casa atrás de si com uma força que não sentia, odiando-se por ter dito que não. Não sabia porque tinha recusado, mas ao pensar nisso as palavras do psicólogo invadiam-lhe a mente e tapavam os outros pensamentos. Começou por ficar irritada - “parvo do psicólogo”, disse em voz alta -, mas em poucos minutos a raiva transformou-se em tristeza e as lágrimas começaram a deslizar devagarinho pela cara abaixo. Maria, que raramente chorava e tinha fama de cruel, deixou-se cair em cima de sofá com um copo de whisky na mão.
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Maria
sábado, 19 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Mercearia de bairro
Tomé nem queria acreditar: a dona Fátima da mercearia estava meio deitada sobre os sacos de batatas e João Calado, o rapaz negro que ia entregar as hortaliças que ela comprava na horta do velho Espraguina, penetrava-a por trás. Tomé ficou a espreitar, escondido atrás da prateleira das massas e do arroz. "Com força, enfia com força", gemia ela. Quando, depois de alguns gemidos mais intensos, o rapaz se desenfiou e dona Fátima se levantou, Tomé saiu silenciosamente para a rua. Dois minutos depois voltou a entrar, com um sonoro "boa tarde" a acompanhar o segundo passo. Viu diante de si o rapaz, que não tinha mais de 16 anos ("o sortudo do preto", pensou Tomé, com simpatia), carregando duas caixas vazias. Por seu turno, dona Fátima varria a mercearia: jogava a vassoura debaixo das prateleiras com um ar tão atarefado e compenetrado que parecia estar a fazer aquilo há pelo menos uma hora.
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Tomé
terça-feira, 1 de junho de 2010
Futebol de ataque
Maria observou com atenção os vários rapazes que estavam a jogar à bola. Eram quase todos ainda crianças e não lhe interessavam, mas o mais velho já tinha certamente 17 ou mesmo 18 anos. Era alto, bastante musculado, muito loiro e bonito. "Lindo de morrer", pensou Maria. Estava em tronco nu e o suor escorria pela sua pele morena, sobre os músculos bem delineados. Encharcados em suor, os calções colavam-se à pele e não escondiam o robusto volume viril entre as ágeis pernas. Quando o rapaz saiu do campo e tirou uma garrafa de água da mochila, Maria aproximou-se impetuosamente dele e disse-lhe sem rodeios: "Jogas bem futebol, mas aposto que nunca estiveste com uma mulher. Queres fazer amor comigo?" O rapaz, atónito, balbuciou: "O quê?!" Maria atacou novamente e respondeu numa linguagem directa que não é usual utilizar com desconhecidos, mormente se o assunto é sexual: "Fazer amor comigo! Ir para a cama, foder... Queres?"
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Maria
domingo, 30 de maio de 2010
Erotismo conservador e conformista
Depois de passar horas a ver sites e blogues ditos eróticos, Tomé concluiu com tristeza:
- Nem na Igreja Católica se encontra tanto conservadorismo e conformismo! Esta gente não percebe nada de sexo, nem - bem vistas as coisas - da vida. Viva a liberdade, porra!
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Tomé
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Salada de álcool e desejo
Sofia bebeu demais na festa de anos do chefe. Foi a única maneira que encontrou para compensar a frustração que a invadiu quando percebeu que a Marta não iria à festa. Mas, seja qual for o motivo que leva a mão a pegar no copo, a verdade é que vodka e vinho tinto não ligam bem, principalmente se bebidos em grandes quantidades. Quando saiu para a rua, Sofia percebeu que não conseguiria conduzir até casa. Por isso, caminhou em frente à procura de um táxi. Viu um ao fim de poucos minutos e acenou. Era conduzido por uma mulher: jovem e simpática, mas com uma cara extraordinariamente feia. Ao sentar-se a seu lado, Sofia reparou que tinha também uma deficiência qualquer numa das pernas (o que explicava as muletas no banco de trás). Todavia, o que prendeu o seu olhar e a impediu de pronunciar a morada de modo inteligível foram os enormes e firmes seios da taxista. Os biquinhos quase rompiam a blusa azul, tão tesos eram. Sofia gaguejou novamente o nome da rua onde vivia e depois - ajudada pela salada de vinho e vodka - acrescentou:
- Minha senhora... hic, deixe que lhe diga, hic, que tem as mamas mais bonitas que já vi na vida. Nem a Marta consegue competir consigo, hic.
A mulher sorriu e respondeu:
- Se as dessa Marta são melhores que as suas, então ela é um caso sério!
- Hic!
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Sofia
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Plenitude
Sebastião pegou em vários lenços de papel e limpou rapidamente o esperma do pénis, dos pêlos púbicos e do ventre. Depois, tirou do bolso um lenço branco de linho e perguntou ao rapaz se o podia limpar. Sem esperar pela resposta deste, ajoelhou-se e limpou-o com movimentos lentos e exageradamente precisos. Apesar dessa minúcia, ainda sobraram restos de esperma nos pêlos púbicos e no pénis do rapaz. Acariciou-lhe a perna e depois os testículos com a mão livre. O pénis começou a enrijecer novamente, mas Sebastião meteu-o na boca ainda antes de estar completamente duro e empinado. Era a primeira vez que fazia aquilo, mas não estranhou o sabor, pois já tinha provado o seu próprio esperma. Fez vários movimentos de vai e vem e depois abocanhou só a ponta e chupou, de modo intenso mas suave. O rapaz gemia de olhos fechados, como se quisesse concentrar-se melhor no prazer. Sebastião lambeu-lhe os testículos e depois voltou a chupá-lo num voraz vai e vem. O pénis do rapaz enchia-lhe a boca e agredia-lhe a garganta, mas isso não lhe causava nenhum mal-estar. Pelo contrário, dava-lhe um prazer que excedia em muito o corpo e lhe invadia a mente. Como se pénis do rapaz estivesse a foder-lhe não apenas a boca, mas o próprio coração e, para além do coração, o seu próprio ser - a sua essência mais íntima e autêntica. Sebastião sentia-se cheio, completo, realizado e feliz, muito feliz. Fazer um broche àquele rapaz bonito, num castelo velho com mais memórias do que pedras, fazia-o experimentar uma sensação de plenitude que nunca tinha conhecido. “Nasci para isto”, pensou. Quando sentiu na boca um liquidozinho, como que a sentinela avançada das vagas de esperma que a ejaculação traria, a sensação de plenitude cresceu e transformou-se num arrebatamento desvairado e veemente. O ritmo do vai e vem chupista tornou-se frenético. As suas mãos, que já há minutos acariciavam as nádegas e as pernas do rapaz, tornaram-se mais ousadas e sofregamente dirigiram-se até ao seu ânus. Este disse, numa mistura de palavras e gemidos: “Sim, sim! Mexe-me no cu que eu gosto!” Sebastião enfiou-lhe o dedo no ânus, sem abrandar o ritmo a que o chupava. Quando o dedo ficou completamente enfiado, os gemidos do rapaz transformaram-se em urros misturados com palavrões, em que o verbo enrabar era várias vezes conjugado. O rapaz começou também a mover-se para obrigar o dedo a enterrar-se mais no seu ânus. O frenesim dos dois era tão grande que, de cada vez que Sebastião engolia o pénis, tocava nos pêlos púbicos com os lábios. As golfadas de esperma surpreenderam Sebastião, mas continuou a chupar sem vacilar, até que todo o líquido saiu. Engoliu uma parte, demasiado excitado para não gostar, e limpou com a mão, num gesto insinuante e propositadamente amaricado, a grande quantidade que lhe escorria pelo queixo abaixo.
- É bom?
- Chupar-te foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida!
- Eu adorei tudo o que me fizeste. E agora também te quero chupar.
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Sebastião
terça-feira, 18 de maio de 2010
Cedo de mais
A ejaculação chegou cerca de trinta segundos depois de José a ter penetrado, ainda ela não se tinha sequer aproximado da metade do caminho até ao orgasmo. José tirou o corpo pesado e pouco ágil de cima do insatisfeito corpo da mulher e afundou a cara nos lençóis. Nenhum dos dois falou. Ela não fingia orgasmos, mas tentava sempre disfarçar a frustração. Fez um esforço para normalizar a respiração e largou uma carícia nos ombros de José, logo seguida de um rápido beijo nos cabelos. Depois, com uma lentidão involuntariamente sonora, virou-se na cama como se fosse dormir. A sua infelicidade era aguda como uma dor, mas a obscuridade do quarto tornava-a invisível e incomunicável. Esperavam-na horas de insónia, a ouvi-lo ressonar e a cheirar as exalações do litro de vinho que ele tinha bebido ao jantar. José gostaria de a beijar e abraçar, mas não queria que ela percebesse as suas lágrimas. Murmurou baixinho “não presto para nada” e ao fim de poucos minutos adormeceu, submerso nos vapores do álcool com que todos os dias se anestesiava.
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José
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Cancro na alma
- Está aqui o número. Telefona para o médico e pergunta se ele te pode ver hoje.
- Mas para quê? São só umas dores de cabeça…
- Que duram há quase uma semana!
- Isso é porque tenho trabalhado demasiado. Não receies! Não tenho nenhum cancro nem nada do género… Excepto, claro, o meu velho cancro na alma. Ouve: esta tarde não vou trabalhar, durmo a sesta e vais ver que à noite já consigo fazer amor contigo.
- Faz isso, mas vai também ao médico. Ontem prometeste-me! Vai ao médico e…
- Diz que gostas de mim.
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Casal
domingo, 16 de maio de 2010
Dor de cabeça
- E então?
- Desculpa, não me apetece.
- Dói-te a cabeça outra vez?
- Sim.
- Só desculpo se amanhã fores finalmente ao médico e...
- Ok, eu vou! Desculpa isto tudo. Eu gosto de ti e quero fazer amor contigo, mas sinto-me mal e ... Interrompi o que estavas a dizer. O que ias acrescentar?
- Ia dizer que só te desculpo se, além de ires ao médico, me deres um beijinho.
- ...
- Desculpa, não me apetece.
- Dói-te a cabeça outra vez?
- Sim.
- Só desculpo se amanhã fores finalmente ao médico e...
- Ok, eu vou! Desculpa isto tudo. Eu gosto de ti e quero fazer amor contigo, mas sinto-me mal e ... Interrompi o que estavas a dizer. O que ias acrescentar?
- Ia dizer que só te desculpo se, além de ires ao médico, me deres um beijinho.
- ...
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Casal
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A armadilha do diabo
“Os ascetas dizem que a beleza é uma armadilha do diabo e, efectivamente, só a beleza torna tolerável uma necessidade de desordem, de violência e de indignidade que está na raiz do amor.”
Georges Bataille, O Erotismo.
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Citação erótica
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Cabeça perdida
Quando a colega lhe perguntou se podia trocar de turno com ela, Maria perdeu a cabeça e gritou: "Vai à merda, grande puta! Ainda queres mais privilégios? Quantas vezes já mudaste de partido? A quantos chefes já fizestes broches?"
A colega ficou muito vermelha, mas respondeu a Maria de modo calmo: "Nisso de mudar de partido... tenho mais que tu, reconheço. Mas, em relação aos broches profissionais (por assim dizer, cara Maria), pensa bem: não me estarás a ganhar por larga margem? Pensa bem, fofinha: mesmo que contemos aquele minete que te fiz na festa de Natal como se fosse um broche feito por mim, a quantidade de caralhos que te entrou pela boca dentro deste que foste espulsa da escola e começaste a trabalhar não será muito, muito maior que a minha?"
Maria deu-lhe uma bofetada e chamou-lhe "Puta incompetente". "És uma frustrada de merda! Passas a vida a mamar caralhos e nem sequer és capaz de levar o broche até ao fim...Quantas vezes conseguiste engulir sem sentires vómitos?"
A colega não reagiu à bofetada, mas quando ouviu falar de "vómitos" atirou-se em cima de Maria e bateu-lhe com a mala na cabeça. Se ainda houvesse alguém no escritório aquela hora Maria teria gritado para criar escândalo, mas assim, recorrendo à agilidade dada pelos treinos de Judo, limitou-se a afastar-se e a empurrá-la contra a parede. Quando a colega caiu no chão, Maria sentiu-se tomado de uma emoção que nunca tinha sentido na vida e, de modo muito rápido e violento, esbofeteou-a. Quando ela começou a chorar agarrou-lhe nos cabelos como se lhe fosse bater com a cabeça contra a parede, mas, em vez disso, levantou a saia e tirou as cuecas e urinou em cima da colega. Ao ver as lágrimas que esta soltava sentiu vontade de a esbotear outra vez, mas em vez da galheta disse: "És realmente uma frustrada merdosa! O teu amante, aquele gordo imundo e mal cheiroso da Contabilidade, nunca sabe se deve primeiro foder-te a ti ou enrabar o pandeleiro do teu marido... Metes-me nojo!"
Para sincera surpresa de Maria (que é muito menos púdica e moralista que os escassos leitores deste blogue, incluindo aqueles que só falam de sexo), a Maria engoliu e lambeu toda a urina que conseguiu e depois pediu: "Deixa-me lamber-te Maria! Quero enfiar a língua na tua cona e morder outra vez esses pentelhos ruivos!"
Maria foi implacável: "Eu deixo, mas primeiro tens que me lamber o cu! E olha que não deve estar muito limpo pois..."
A frase de Maria foi interrompida por um gesto da colega que não vou descrever e que os caros leitores farão o favor de imginar, se isso não exceder a tolerância da sua imaginação.
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Maria
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Ao ar livre
- Não vamos ao castelo. Vamos antes àquele bosque... Como se chama?
- Mas tinhas dito que querias dar um passeio na Cidade Velha e depois ir ao castelo! Até disseste que quando chegássemos à torre mais alta me fazias um "biquinho"...
- Deu-me uma vontade súbita de levar no cu ao ar livre e no castelo não é possível, apesar de quase ninguém ir à torre. Na outra vez os funcionários desconfiaram de alguma coisa...
- Pudera! Quando te vens fazes mais barulho que uma égua! Mas é verdade que naquele bosque podes gemer e resfolegar à vontade, só os pássaros e as lebres é que te ouvirão.
- Como se tu não fizesses barulho nenhum! Ainda não tens a picha completamente enfiada e já arfas como um cão com sede! Seja como for, faço-te o "biquinho" à mesma...
- Broche seguido de uma enrabadela... Como poderia eu recusar, minha querida?
- Mas tinhas dito que querias dar um passeio na Cidade Velha e depois ir ao castelo! Até disseste que quando chegássemos à torre mais alta me fazias um "biquinho"...
- Deu-me uma vontade súbita de levar no cu ao ar livre e no castelo não é possível, apesar de quase ninguém ir à torre. Na outra vez os funcionários desconfiaram de alguma coisa...
- Pudera! Quando te vens fazes mais barulho que uma égua! Mas é verdade que naquele bosque podes gemer e resfolegar à vontade, só os pássaros e as lebres é que te ouvirão.
- Como se tu não fizesses barulho nenhum! Ainda não tens a picha completamente enfiada e já arfas como um cão com sede! Seja como for, faço-te o "biquinho" à mesma...
- Broche seguido de uma enrabadela... Como poderia eu recusar, minha querida?
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Casal
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Pornografia
- Queres ver um filme pornográfico?
- E se fizéssemos nós a pornografia? Vamos já para a cama e, em vez de quarenta minutos, fodemos três ou quatro horas...
- Pode ser! Só que... não será pornografia! A pornografia está no modo como se mostra e como se vê o sexo, e não nos próprios actos sexuais. Por muito atrevidos que sejamos na cama, por "porcas" que sejam as coisas que lá fazemos, nunca faremos pornografia... Nós apenas fazemos amor, meu amor!
- ... Explica lá isso melhor! E... bem, disseste a palavra "porcas" de maneira estranha... afectada! Porquê?
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Casal
quinta-feira, 25 de março de 2010
Primavera nua
Como o Inverno insiste em não se ir embora, e não despede nem o frio nem a chuva, a coitadinha da Primavera ainda se constipa. Uma vez que o corpo humano é uma fonte natural de calor, o nosso dever é abraçá-la e acariaciá-la, a ver se conseguimos aquecê-la.
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Fotografia
terça-feira, 23 de março de 2010
Anunciação
A dona Imaculada Silva, enquanto varria a Igreja, disse a Tomé que, muito provavelmente, "o senhor padre" se encontrava na Sacristia, "a fazer os preparativos da próxima missa, a preparar-se para anunciar a Palavra de Deus". A porta estava entreaberta e Tomé, que precisava falar com o padre por causa do casamento da irmã, entrou. Mas recuou após o primeiro passo. O padre estava sentado numa cadeira, ainda com o traje clerical usado na missa das 11 horas vestido. Ajoelhada a seus pés estava Purificação Silva, a irmã solteirona da dona Imaculada Silva. Dona Purificação, conhecida pela sua piedade cristã e pureza de valores, tinha o pénis do padre na boca e chupava-o vigorosamente. O padre acariciava-lhe os seios, ocultos sob as sóbrias e castas roupas. Nenhum dos dois deu pela espreitadela de Tomé, que se retirou silenciosamente. Enquanto dava meia volta, fez o sinal da cruz ao passar diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima e lamentou intimamente não poder ficar a ver sem ser visto. Lembrou-se também de um dicionário que Purificação Silva lhe emprestara há meses e resolveu que depois passaria por casa dela para lhe devolver o dicionário e, claro, agradecer o empréstimo. Resolveu também que iria sem se anunciar.
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Tomé
sábado, 20 de março de 2010
Fazer amor em vez de foder
- Mexe-te devagarinho. Assim, suavemente, suavamente. Eu sei que tinha dito que queria ser cavalgada e fodida à bruta, mas afinal... Vamos só fazer amor, está bem?
- ...
- Esse beijinho na cara foi bom! Agora beija-me na boca, mas com ternura. Amanhã voltamos às porcarias porcas, ok?
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Casal
quinta-feira, 18 de março de 2010
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