PISTAS PARA O TESOURO

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Plenitude

Sebastião pegou em vários lenços de papel e limpou rapidamente o esperma do pénis, dos pêlos púbicos e do ventre. Depois, tirou do bolso um lenço branco de linho e perguntou ao rapaz se o podia limpar. Sem esperar pela resposta deste, ajoelhou-se e limpou-o com movimentos lentos e exageradamente precisos. Apesar dessa minúcia, ainda sobraram restos de esperma nos pêlos púbicos e no pénis do rapaz. Acariciou-lhe a perna e depois os testículos com a mão livre. O pénis começou a enrijecer novamente, mas Sebastião meteu-o na boca ainda antes de estar completamente duro e empinado. Era a primeira vez que fazia aquilo, mas não estranhou o sabor, pois já tinha provado o seu próprio esperma. Fez vários movimentos de vai e vem e depois abocanhou só a ponta e chupou, de modo intenso mas suave. O rapaz gemia de olhos fechados, como se quisesse concentrar-se melhor no prazer. Sebastião lambeu-lhe os testículos e depois voltou a chupá-lo num voraz vai e vem. O pénis do rapaz enchia-lhe a boca e agredia-lhe a garganta, mas isso não lhe causava nenhum mal-estar. Pelo contrário, dava-lhe um prazer que excedia em muito o corpo e lhe invadia a mente. Como se pénis do rapaz estivesse a foder-lhe não apenas a boca, mas o próprio coração e, para além do coração, o seu próprio ser - a sua essência mais íntima e autêntica. Sebastião sentia-se cheio, completo, realizado e feliz, muito feliz. Fazer um broche àquele rapaz bonito, num castelo velho com mais memórias do que pedras, fazia-o experimentar uma sensação de plenitude que nunca tinha conhecido. “Nasci para isto”, pensou. Quando sentiu na boca um liquidozinho, como que a sentinela avançada das vagas de esperma que a ejaculação traria, a sensação de plenitude cresceu e transformou-se num arrebatamento desvairado e veemente. O ritmo do vai e vem chupista tornou-se frenético. As suas mãos, que já há minutos acariciavam as nádegas e as pernas do rapaz, tornaram-se mais ousadas e sofregamente dirigiram-se até ao seu ânus. Este disse, numa mistura de palavras e gemidos: “Sim, sim! Mexe-me no cu que eu gosto!” Sebastião enfiou-lhe o dedo no ânus, sem abrandar o ritmo a que o chupava. Quando o dedo ficou completamente enfiado, os gemidos do rapaz transformaram-se em urros misturados com palavrões, em que o verbo enrabar era várias vezes conjugado. O rapaz começou também a mover-se para obrigar o dedo a enterrar-se mais no seu ânus. O frenesim dos dois era tão grande que, de cada vez que Sebastião engolia o pénis, tocava nos pêlos púbicos com os lábios. As golfadas de esperma surpreenderam Sebastião, mas continuou a chupar sem vacilar, até que todo o líquido saiu. Engoliu uma parte, demasiado excitado para não gostar, e limpou com a mão, num gesto insinuante e propositadamente amaricado, a grande quantidade que lhe escorria pelo queixo abaixo.
- É bom?
- Chupar-te foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida!
- Eu adorei tudo o que me fizeste. E agora também te quero chupar.

 

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cedo de mais

A ejaculação chegou cerca de trinta segundos depois de José a ter penetrado, ainda ela não se tinha sequer aproximado da metade do caminho até ao orgasmo. José tirou o corpo pesado e pouco ágil de cima do insatisfeito corpo da mulher e afundou a cara nos lençóis. Nenhum dos dois falou. Ela não fingia orgasmos, mas tentava sempre disfarçar a frustração. Fez um esforço para normalizar a respiração e largou uma carícia nos ombros de José, logo seguida de um rápido beijo nos cabelos. Depois, com uma lentidão involuntariamente sonora, virou-se na cama como se fosse dormir. A sua infelicidade era aguda como uma dor, mas a obscuridade do quarto tornava-a invisível e incomunicável. Esperavam-na horas de insónia, a ouvi-lo ressonar e a cheirar as exalações do litro de vinho que ele tinha bebido ao jantar. José gostaria de a beijar e abraçar, mas não queria que ela percebesse as suas lágrimas. Murmurou baixinho “não presto para nada” e ao fim de poucos minutos adormeceu, submerso nos vapores do álcool com que todos os dias se anestesiava.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cancro na alma

- Está aqui o número. Telefona para o médico e pergunta se ele te pode ver hoje.
- Mas para quê? São só umas dores de cabeça…
- Que duram há quase uma semana!
- Isso é porque tenho trabalhado demasiado. Não receies! Não tenho nenhum cancro nem nada do género… Excepto, claro, o meu velho cancro na alma. Ouve: esta tarde não vou trabalhar, durmo a sesta e vais ver que à noite já consigo fazer amor contigo.
- Faz isso, mas vai também ao médico. Ontem prometeste-me! Vai ao médico e…
- Diz que gostas de mim.

domingo, 16 de maio de 2010

Dor de cabeça

- E então?
- Desculpa, não me apetece.
- Dói-te a cabeça outra vez?
- Sim.
- Só desculpo se amanhã fores finalmente ao médico e...
- Ok, eu vou! Desculpa isto tudo. Eu gosto de ti e quero fazer amor contigo, mas sinto-me mal e ... Interrompi o que estavas a dizer. O que ias acrescentar?
- Ia dizer que só te desculpo se, além de ires ao médico, me deres um beijinho.
- ...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A armadilha do diabo

“Os ascetas dizem que a beleza é uma armadilha do diabo e, efectivamente, só a beleza torna tolerável uma necessidade de desordem, de violência e de indignidade que está na raiz do amor.”

Georges Bataille, O Erotismo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cabeça perdida

Quando a colega lhe perguntou se podia trocar de turno com ela, Maria perdeu a cabeça e gritou: "Vai à merda, grande puta! Ainda queres mais privilégios? Quantas vezes já mudaste de partido? A quantos chefes já fizestes broches?"

A colega ficou muito vermelha, mas respondeu a Maria de modo calmo: "Nisso de mudar de partido... tenho mais que tu, reconheço. Mas, em relação aos broches profissionais (por assim dizer, cara Maria), pensa bem: não me estarás a ganhar por larga margem? Pensa bem, fofinha: mesmo que contemos aquele minete que te fiz na festa de Natal como se fosse um broche feito por mim, a quantidade de caralhos que te entrou pela boca dentro deste que foste espulsa da escola e começaste a trabalhar  não será muito, muito maior que a minha?"

Maria deu-lhe uma bofetada e chamou-lhe "Puta incompetente". "És uma frustrada de merda! Passas a vida a mamar caralhos e nem sequer és capaz de levar o broche até ao fim...Quantas vezes conseguiste engulir sem sentires vómitos?"

A colega  não reagiu à bofetada, mas quando ouviu falar de "vómitos" atirou-se em cima de Maria e bateu-lhe com a mala na cabeça. Se ainda houvesse alguém no escritório aquela hora Maria teria gritado para criar escândalo, mas assim, recorrendo à agilidade dada pelos treinos de Judo, limitou-se a afastar-se e a empurrá-la contra a parede. Quando a colega caiu no chão, Maria sentiu-se tomado de uma emoção que nunca tinha sentido na vida e, de modo muito rápido e violento, esbofeteou-a. Quando ela começou a chorar agarrou-lhe nos cabelos como se lhe fosse bater com a cabeça contra a parede, mas, em vez disso, levantou a saia e tirou as cuecas e urinou em cima da colega. Ao ver as lágrimas que esta soltava sentiu vontade de a esbotear outra vez, mas em vez da galheta disse: "És realmente uma frustrada merdosa! O teu amante, aquele gordo imundo e mal cheiroso da Contabilidade, nunca sabe se deve primeiro foder-te a ti ou enrabar o pandeleiro do teu marido... Metes-me nojo!"

Para sincera surpresa de Maria (que é muito menos púdica e moralista que os escassos leitores deste blogue, incluindo aqueles que só falam de sexo), a Maria engoliu e lambeu toda a urina que conseguiu e depois pediu: "Deixa-me lamber-te Maria! Quero enfiar a língua na tua cona e morder outra vez esses pentelhos ruivos!"

Maria foi implacável: "Eu deixo, mas primeiro tens que me lamber o cu! E olha que não deve estar muito limpo pois..."

A frase de Maria foi interrompida por um gesto da colega que não vou descrever e que os caros leitores farão o favor de imginar, se isso não exceder a  tolerância da sua imaginação.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ao ar livre

- Não vamos ao castelo. Vamos antes àquele bosque... Como se chama?
- Mas tinhas dito que querias dar um passeio na Cidade Velha e depois ir ao castelo! Até disseste que quando chegássemos à torre mais alta me fazias um "biquinho"...
- Deu-me uma vontade súbita de levar no cu ao ar livre e no castelo não é possível, apesar de quase ninguém ir à torre. Na outra vez os funcionários desconfiaram de alguma coisa...
- Pudera! Quando te vens fazes mais barulho que uma égua! Mas é verdade que naquele bosque podes gemer e resfolegar à vontade, só os pássaros e as lebres é que te ouvirão.
- Como se tu não fizesses barulho nenhum! Ainda não tens a picha completamente enfiada e já arfas como um cão com sede! Seja como for, faço-te o "biquinho" à mesma...
- Broche seguido de uma enrabadela... Como poderia eu recusar, minha querida?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pornografia

- Queres ver um filme pornográfico?
- E se fizéssemos nós a pornografia? Vamos já para a cama e, em vez de quarenta minutos, fodemos três ou quatro horas...
- Pode ser! Só que... não será pornografia! A pornografia está no modo como se mostra e como se vê o sexo, e não nos próprios actos sexuais. Por muito atrevidos que sejamos na cama, por "porcas" que sejam as coisas que lá fazemos, nunca faremos pornografia... Nós apenas fazemos amor, meu amor!
- ... Explica lá isso melhor! E... bem, disseste a palavra "porcas" de maneira estranha... afectada! Porquê?

quinta-feira, 25 de março de 2010

Primavera nua


Como o Inverno insiste em não se ir embora, e não despede nem o frio nem a chuva, a coitadinha da Primavera ainda se constipa. Uma vez que o corpo humano é uma fonte natural de calor, o nosso dever é abraçá-la e acariaciá-la, a ver se conseguimos aquecê-la.

terça-feira, 23 de março de 2010

Anunciação

A dona Imaculada Silva, enquanto varria a Igreja, disse a Tomé que, muito provavelmente, "o senhor padre" se encontrava na Sacristia, "a fazer os preparativos da próxima missa, a preparar-se para anunciar a Palavra de Deus". A porta estava entreaberta e Tomé, que precisava falar com o padre por causa do casamento da irmã, entrou. Mas recuou após o primeiro passo. O padre estava sentado numa cadeira, ainda com o traje clerical usado na missa das 11 horas vestido. Ajoelhada a seus pés estava Purificação Silva, a irmã solteirona da dona Imaculada Silva. Dona Purificação, conhecida pela sua piedade cristã e pureza de valores, tinha o pénis do padre na boca e chupava-o vigorosamente. O padre acariciava-lhe os seios, ocultos sob as sóbrias e castas roupas. Nenhum dos dois deu pela espreitadela de Tomé, que se retirou silenciosamente. Enquanto dava meia volta, fez o sinal da cruz ao passar diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima e lamentou intimamente não poder ficar a ver sem ser visto. Lembrou-se também de um dicionário que Purificação Silva lhe emprestara há meses e resolveu que depois passaria por casa dela para lhe devolver o dicionário e, claro, agradecer o empréstimo. Resolveu também que iria sem se anunciar.

sábado, 20 de março de 2010

Fazer amor em vez de foder

- Mexe-te devagarinho. Assim, suavemente, suavamente. Eu sei que tinha dito que queria ser cavalgada e fodida à bruta, mas afinal... Vamos só fazer amor, está bem?
- ...
- Esse beijinho na cara foi bom! Agora beija-me na boca, mas com ternura. Amanhã voltamos às porcarias porcas, ok?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Prioridades

- Vem-te na minha boca. Tratas da cona depois, querido!

terça-feira, 16 de março de 2010

Patriotismo

Maria nunca soube explicar bem o que lhe passou pela cabeça naquele dia, mas, em tom de brincadeira, disse a uma amiga que tinha sido “um acto de patriotismo”. O rapaz não era especialmente bonito, embora a farda de soldado e os caracóis louros lhe ficassem bem. Depois de lhe ter dado a informação pedida, e quando ele já se começara a afastar sorrindo e agradecendo, Maria puxou-o por um braço. Sem dizer palavra, arrastou-o até um canto discreto do jardim. Beijou-o na boca. O rapaz, apesar da surpresa, correspondeu e a sua língua invadiu a boca de Maria. Esta jogou-lhe a mão ao sexo. Apalpou por cima das calças verdes até sentir o volume aumentar. Apressada, talvez para evitar pensar no que estava a fazer, desapertou-lhe as calças e fê-lo sentar num banco de pedra que ali havia. Enquanto massajava o pénis erecto com uma mão, com a outra tirou as cuecas. Sentou-se no colo do rapaz e, sem mais preparações, cravou nas suas ansiosas entranhas o viril membro. Apertou-lhe as pernas com as suas e começou a cavalgar. Fechou a boca do rapaz com um beijo de boca escancarada para evitar que os seus gemidos soassem mais alto que o maravilhoso canto dos pássaros que, naquele soalheiro dia de Primavera, enchia os ares. Quando se levantou, ainda com a respiração alterada pelo prazer, corria-lhe por uma perna abaixo um fio de esperma. O rapaz ficou sentado, com o pénis flácido pousado no verde das calças de soldado, e resfolegava como um cavalo jovem e ainda pouco habituado à corrida. Maria limpou o sexo e depois a perna com as cuecas e foi embora. O rapaz chamou-a, perguntou-lhe como se chamava e se podia acompanhá-la um pouco, mas ela nem sequer olhou para trás. Nunca mais o viu.

sábado, 13 de março de 2010

Depois da missa de Domingo

Diante do olhar atónito de Tomé, o senhor padre fez um manguito na direcção das beatas acabadas de sair da sua missa dominical e exclamou em voz alta: "Que se fodam todas, velhas de merda!"

terça-feira, 9 de março de 2010

Sexo e morte

Segundo Oscar Wilde, o verdadeiro intelectual só pensa em duas coisas: na morte e em sexo. Tanathos e Eros.

O prazer das ideias

Quando o rapaz desapertou os botões das calças, Sebastião não se fez rogado e jogou a mão na direcção do volume que magnetizava os seus olhos. Apalpou primeiro por cima das cuecas, mas depois - empurrado por uma urgência nascida dentro das suas próprias cuecas - enfiou a mão lá dentro. Que mata! O contacto com os abundantes e ásperos pentelhos do rapaz electrificou Sebastião. O rapaz colaborou baixando as cuecas. Os dedos de Sebastião, trémulos mas decididos, tocaram no pénis erecto. Era definitivamente maior que o seu. 20 centímetros? Apertou-o com força e começou a punhetear. Enquanto fazia todos esses movimentos continuou a esfregar-se no traseiro do rapaz.
- Deixa-me virar. Também te quero tocar.
A voz saiu rouca e estranha, diferente da voz adolescente que se ouvira ainda há pouco. Mas Sebastião pouca atenção prestou a esses detalhes. Afastou-se também um pouco e desapertou as suas calças. A mão do rapaz avançou. Ficaram lado a lado, cada um deles com uma mão no sexo do outro, mas sem se olharem nem trocarem quaisquer palavras. Espremiam e massajavam com igual excitação - inábil mas impetuosa, descoordenada mas ávida.
O prazer que a mão do rapaz dava a Sebastião era muito aumentado pelo facto de sentir o pénis dele na sua própria mão e pela concomitante e deliciosa ideia de se estarem a punhetear um ao outro. A ideia, a representação mental do que estava a fazer, multiplicava o prazer físico.
- Vamos experimentar uma coisa.
- O quê?
Sebastião pôs-se em frente do rapaz e aproximou o seu pénis do dele. Uniu-os com as mãos e começou a mover-se para trás e para frente. Retirou uma mão para dar lugar à suada mão esquerda do rapaz. Enquanto tentavam coordenar o atrapalhado vai e vem (queriam que os pénis deslizassem um sobre o outro e ao mesmo tempo se mantivessem firmemente agarrados, o que não era fácil de conciliar devido à falta de um creme e, principalmente, à falta de experiência de ambos), cada um deles usou a mão livre para tocar no corpo do outro. No peito, nos braços, no pescoço e, de modo tímido e fugidio, nas nádegas. Apesar do desconcerto dos movimentos, Sebastião sentia um prazer como nunca tinha sentido em toda a sua vida. A respiração de ambos tornou-se mais intensa e não conseguiram conter alguns gemidos, que nenhum turista ouviu pois o castelo àquela hora estava vazio.
Quando o orgasmo chegou o espírito de Sebastião foi invadido pela ideia de chupar o sexo ao rapaz. “Vou fazer-lhe um broche! Vou engolir-lhe o caralho até aos colhões!” Quase tão bom como o prazer que sentiu enquanto ejaculava, foi sentir o esperma morno do rapaz saltar para a sua pele e escorrer gota a gota pelo pénis e pelos pentelhos abaixo, caindo nas lajes centenárias daquele castelo nunca vencido. Sebastião não sabia explicar porquê, mas a ideia de, pela primeira vez na sua vida, ter relações sexuais com outro homem num lugar tão antigo e venerável como aquele contribuía um pouco para o deleite e carácter maravilhoso da experiência. O rapaz também estava encharcado. Ficaram um diante do outro a arfar satisfeitos. Estavam tão felizes que nos seus rostos transparecia menos vergonha e medo do que na realidade sentiam.

Dê um título à imagem - 3

Imagem encontrada aqui.

(O melhor título da segunda edição do “Dê um título à imagem” foi, na minha opinião, a sugestão do leitor anónimo que disse: "Olha para esta pêssega e diz-me se gostas...")

domingo, 7 de março de 2010

Pureza

- Estás apaixonada por mim e queres ir para a cama comigo… Foi isso que disseste?
- … sim
- Se tivesses dito apenas que querias ir para a cama comigo perguntar-te-ia se preferias ir só comigo ou comigo e com o meu marido. Mas, se estás apaixonada por mim, calculo que me queiras só a mim!
- Porra!
- Estava a meter-me contigo. Eu sei que só gostas de gajas. Percebi que és fufa assim que te vi… e uma fufa pura e com princípios, não é?
- … sim
- Bem, que tal hoje ao fim da tarde? E na tua casa ou na minha? Ou preferes um Hotel? Como é a primeira vez se calhar não é boa ideia ser na casa de banho ou no carro… Senão até podíamos ir agora já!
- …

sábado, 6 de março de 2010

Help me, if you can!

- Bom dia Sofia! Estive a observar-te, ali do meu cantinho, e pareceu-me que estás tensa e preocupada com alguma coisa... Qual é o problema? Será que posso fazer alguma coisa por ti e ajudar-te?
- Bem… Eu não lhe chamaria problema. Mas é verdade que preciso de ajuda e, vê lá tu, é ainda mais verdade que só tu me podes ajudar. Only you...
- A sério? Como? Diz, diz… Faço já o que for preciso.
- Querida Marta: estou apaixonada por ti e quero ir para a cama contigo…
- O quê?!

quinta-feira, 4 de março de 2010

De mão dada

- Sim, também gostei muito. É um grande filme! E agora... Casa, banho, cama e duas horas de sexo?
- Vamos primeiro dar um passeio. A noite está bonita e amena... Em vez de duas horas a foder ficaremos só uma, mas... Apetece-me andar de mão dada contigo!
- ...
- Esse beijinho de surpresa tornou a noite ainda mais bonita. Tenho a sensação que agora as estrelas estão mais brilhantes!
- Anda, vamos por ali. Daquele lado vê-se melhor o rio. Queres um gelado?

terça-feira, 2 de março de 2010

Conselhos para meninas

"O mais bonito presente que uma menina pode dar é uma virgindade. Como de frente só pode ser dada uma vez, dai cem vezes a de trás e assim fareis cem cortesias.
Deve dizer-se sempre a verdade; porém, quando vossa mãe se encontra com as visitas no salão, vos chama e vos pergunta o que fazíeis, não deveis responder: 'Estava a masturbar-me, mamã', mesmo que isso seja rigorosamente verdade.
No hotel, não toqueis a campainha às onze da noite para pedir ao criado uma banana. Pedi, a essa hora da noite, uma vela.
No teatro, não ponhais a mão nas calças do vosso vizinho de carteira, para ver se o bailado lhe dá tesão.
Quando um cavalheiro, por detrás de um móvel, na vossa mão se vem, é melhor chupardes os dedos do que pedirdes uma toalha.
Pôr mel entre as pernas para se fazer lamber por um cãozinho é, em rigor, permitido; mas não é preciso fazer o mesmo ao cão.
Se se tratar de um cavalheiro que nunca antes haveis sugado, não devereis entregar-vos a sábias lambidelas ao longo da pila e por detrás dos colhões. Ele ficaria mal impressionado com o vosso passado."

Pierre Louÿs, Manual de Civilidade para Meninas, tradução de Júlio Henriques, Fenda Edições, Lisboa, 1998.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Orgia

«Dolmancé: Vamos, cavaleiro, estás pronto?...
O Cavaleiro: Apalpa, e diz o que pensas.
Dolmancé: Vinde, vou casar-vos… vou cooperar o melhor possível neste divino incesto. (Introduz o caralho do cavaleiro na cona da irmã, que já estava a ser enrabada pelo próprio Dolmancé, que por sua vez estava a ser enrabado por Augustin.)
Mme de Saint-Ange: Ah! Meus amigos, eis-me então fodida dos dois lados… Raios! Que divino prazer!... Não, não há igual no mundo…! Ah! Porra! Como lamento a mulher que não o provou!... Sacode-me, Dolmancé, sacode-me… força-me pela violência dos teus movimentos a precipitar-me sobre o gládio do meu irmão, e tu, Eugénie, contempla-me; vem ver-me no vício; vem aprender, a exemplo meu, a experimentá-lo com ardor, a saboreá-lo com delícias… Vês, meu amor, vês tudo o que faço ao mesmo tempo: escândalo, sedução, mau exemplo, incesto, adultério, sodomia!... Ó Lúcifer! único deus da minha alma, inspira-me algo mais, oferece ao meu coração novos desvarios, e verás como mergulharei neles! Ah! Aproxima-te Eugénie, apalpa-me as mamas… beija-me com essa boca doce! (A rapariga aproxima-se e aperta os mamilos de Mme de Saint-Ange enquanto enfia a língua na sua boca.)»

Sade, "A Filosofia na Alcova".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Dê um título à imagem - 2



A senhora é a actriz Heather Graham, no filme “Boogie Nights” (chamado “Jogos de Prazer” de Portugal e “Prazer sem limites” no Brasil) de Paul Thomas Anderson. O filme conta a história (diz-se que inspirada na vida de John “33 centímetros” Holmes) de um rapaz cuja grande pila lhe permite passar de lavador de pratos a estrela de filmes pornográficos.

O melhor título da primeira edição do “Dê um título à imagem” foi, na minha opinião, a sugestão de um leitor anónimo que assinou Zézé Camarinha: “A cavalgada da Valquíria”.

A imagem foi retirada do blogue GoodShit. Se clicar aqui poderá ver o que, por ignorância informática, não conseguir pôr aqui  n' A voz de Eros:  a imagem com movimento, ou seja, a bela senhora a levantar o vestido.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Elogio do pénis

Uma amiga de ambos separara-se do marido e fora viver com uma mulher. Descobrira aos 42 anos que era lésbica.
Conversaram longamente sobre o caso enquanto almoçavam. Quando já estavam à espera da conta, ela colocou a mão por debaixo da mesa e tocou na coxa do marido e depois entre as suas pernas. Protegida pela sombra do seu sorriso descontraído, acariciou-lhe o volume do pénis e dos testículos até sentir a erecção crescer. Depois apertou e massajou devagarinho para cima e para baixo. Teve a sensação de que os movimentos que aplicava ao sexo do marido tinham exactamente o mesmo ritmo que o bater do seu coração, como se fosse uma música cantarolada pelos dois corpos. Sentiu essa harmonia sob a forma de um ardor quente e húmido na vagina ainda antes do cérebro formar os pensamentos que uma hora mais tarde, depois de fazerem amor no carro, tentou explicar ao marido. Adorava aquele pedaço de carne! Gostava de senti-lo crescer na mão ou na boca, gostava de senti-lo atravessar as carnes molhadas da vagina, gostava de senti-lo progredir com dificuldade na deliciosa estreiteza do ânus… Gostava tanto do “Zé Miguel” (“nome de guerra” dado pelo marido ao seu membro) que, nos momentos de maior prazer, por vezes era assaltada pela fantasia ilógica e contraditória de o morder e de o comer ou de o absorver e fazer desaparecer para sempre nas profundezas dos seus buracos, como um soldado desaparecido em combate.
Retirou a mão quando viu o empregado de mesa se aproximar e disse: “Não há hipótese nenhuma de eu te trocar por uma mulher, querido!”

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O mergulho

Quando Sofia fez 22 anos quatro amigas lésbicas da Universidade ofereceram-lhe como presente uma orgia, que começou com quatro línguas e dezenas de dedos a lamber e a apalpar Sofia em todas os orifícios e demais zonas sensíveis. Só após três orgasmos consecutivos de Sofia é que a deixaram retribuir e começaram também a acariciar-se umas às outras. O festim durou horas, pois quando as línguas e os dedos se cansaram foram buscar dildos e outros brinquedos sexuais. Para alegria das amigas, Sofia considerou que foi o melhor presente de anos que jamais recebera. E acrescentou para gáudio geral: “Mas, minhas queridas, o mais importante é que foi a melhor foda da minha vida”.
Actualmente, dez anos depois do feliz acontecimento, Sofia continua a considerar que esse foi o melhor presente de aniversário que já recebeu, mas já não acha que tenha sido a sua melhor experiência sexual. Esse título é agora detido por uma simples palmada no rabo que Marta lhe deu ao passar por ela no escritório. Sofia estava de rabo arrebitado tentando perceber qual dos dossiers da prateleira de baixo continha os documentos que precisava. Ao dar-lhe a palmada, Marta disse-lhe num tom irónico e amigável mas estranhamente tenso: “Os nossos queridos colegas estão todos a olhar para o teu cuzinho. Mas quem pode recriminá-los?”
Horas passadas depois do sucedido, essas palavras continuavam a soar nos ouvidos de Sofia, que continuava também a sentir a mão de Marta tocando na sua nádega esquerda. O lugar do toque ardia-lhe de prazer e ela transpirava de inquieta e deliciosa excitação. Sofia não trocaria essas sensações por nenhuma das memoráveis experiências sexuais que já tivera desde que, aos 14 anos, iniciara a sua vida sexual com uma prima. E decidiu: “Amanhã vou atirar-me a ela! Que se lixe o marido dela! E se interpretei mal o que ela fez… que se foda! Não quero saber, amanhã mergulho de cabeça!”

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A arte do Cunnilingus

“O Cunnilingus é um trabalho escuro e solitário como guardar cabras. Mas alguém tem de fazê-lo.”

Li esta afirmação há muitos anos atrás numa crónica de Clara Ferreira Alves no jornal Expresso. O autor que ela citava é um escritor norte-americano cujo nome esqueci. Talvez John Updike, talvez Saul Bellow, talvez outro. Se alguma leitora ou algum leitor souber agradeço que diga.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dê um título à imagem

Leitoras e leitores, puxem pela imaginação e dêem um título à imagem na caixa de comentários. Tentarei que esta rubrica seja semanal.


Imagem encontrada aqui.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O cliente tem sempre razão


Estava a comparar o tamanho e o feitio das mamas das empregadas da loja quando a esposa o chamou ao provador de roupa. Queria que a ajudasse a apertar o vestido que estava a experimentar. Pegou desembaraçadamente no fecho do vestido, mas em vez de o puxar para cima puxou-o completamente para baixo e acariciou-lhe as costas e depois os seios. Ela protestou baixinho. O marido respondeu que não estava ninguém nos outros provadores e que as empregas se encontravam todas ao fundo da loja a arrumar roupas. Com movimentos rápidos e precisos baixou o vestido até à cintura e desapertou o soutien e, assim que o terreno ficou livre de obstáculos, apertou -lhe os mamilos com a ponta dos dedos. Ela deixou de resistir e, enquanto se entregava às mãos dele, enfiou a mão esquerda nas cuecas, procurando dividir os dedos entre o clítoris e o poço da vagina.

- Sim, sim! Ordenha-me querido!

Com a mão direita desapertou-lhe rapidamente a braguilha e, embora ele parecesse conhecer bem o caminho, guiou o pénis exactamente até à entrada do seu sexo. Apesar da posição pouco favorável, a progressão foi fácil e expedita. Bastou ela empinar um pouco o rabo para os vinte e cinco centímetros serem completamente engolidos. Durante todo esse tempo, os seus mamilos nunca deixaram de ser manuseados pelos dedos sábios do esposo e a sua mão esquerda não deixou o clítoris sozinho nem por um segundo.

Embora tenham ambos tentado conter os gemidos, é pouco provável que as empregadas não tenham ouvido nada. Principalmente quando - com poucos segundos de intervalo - os orgasmos chegaram - repletos de movimentos bruscos, gemidos reprimidos e respirações entrecortadas. Seja como for, não disseram nada nem se aproximaram. Tal como não comentaram a nódoa húmida desenhada no vestido, quando o dobraram e embrulharam. A senhora e o seu importante marido eram bons clientes e, como é sabido, o cliente tem sempre razão.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A força da gravidade

O carro travou violentamente e parou a 10 centímetros de Tomé. Este tinha atravessado fora da passadeira e imobilizara-se antes de chegar ao passeio. E ali permaneceu, estático como uma estátua, a observar uma mulher que se debruçara sobre a fonte que havia no jardim para apanhar um brinquedo que o filho para lá atirara. Era um puto loiro e reguila, com cerca de 4 anos, que em bicos dos pés espreitava para a água. Repetia “cuidado mamã, não caias”, fingindo não ouvir as invectivas da mãe: “é a terceira vez que fazes isto”, estava ela a dizer quando o carro travou.
Mas Tomé mal reparou nesses pormenores e o elemento de ternura da cena escapou-lhe completamente, pois a sua atenção estava presa desde o primeiro olhar no traseiro empinado da mulher. Era alta e tinha coxas volumosas mas proporcionadas, encimadas por um rabo arredondado e cheio, que a postura inclinada tornava ainda mais proeminente. As duas nádegas desciam para um vale profundo e estreito onde as calças de ganga, e por baixo delas as cuecas, se enfiavam, como se ali a força da gravidade fosse maior do que no resto planeta. Aquela imagem da roupa colada à pele e enfiada no rego do rabo fez o pénis de Tomé crescer e enrijecer e a espectacular travagem a 10 centímetros das suas pernas não foi suficiente para perturbar uma erecção tão bem justificada.
Tomé olhou para o condutor, indiferente aos seus gritos e gestos de ameaça. Saltou para o passeio e deu dois passos em direcção à mulher, que tirara o brinquedo da água e se voltava. Os seios não desmereciam o traseiro, mas Tomé mal olhou para eles. A decepção abateu-se sobre ele com mais força do que o carro o teria feito e quase o fez cair. A mulher tinha um rosto indescritivelmente feio. Aquela terna mãe era dona de um corpo de encher o olho, mas era feia como a própria fealdade. “Um rosto belo é fundamental”, pensou o desolado Tomé, enquanto se afastava com o pénis já murcho e triste.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Maná


Derramou um pouco de compota de maçã sobre o corpo dela e espalhou-a com as mãos enquanto a ia simultaneamente massajando e acariciando. Demorou-se algum tempo nos seios, em resposta aos seus gemidos. Depois, com a língua erecta e os lábios ávidos, lambeu todo o doce. Quando terminou escorria mel do sexo da mulher e as paredes do quarto estavam salpicadas com os seus gemidos e gritos sufocados.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ternura

Tomé ouviu por acaso uma conversa no comboio que não lhe saiu da cabeça o dia inteiro. Uma rapariga de 16 ou 17 anos confidenciou a outra que tinha feito amor pela primeira vez no dia anterior e que tinha sido “maravilhoso, maravilhoso”. Não falou de orgasmos nem de posições, mas apenas de ternura e amor.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dá Deus nozes a quem...


- O Simão disse-me que contaste à mulher dele tudo o que fazemos na cama…
- Pois foi… Tentei dar-lhe ideias… Parece que as coisas entre os dois são bocado monótonas.
- Isso foi uma boa ideia, mas… Ocorreu-te que, para pessoas que acham pecado chupar pichas e lamber conas, pode ser impossível achar piada à ideia de um marido e da sua esposa lamberem o cu um ao outro?
- Não me digas que isso não lhes agradou…
- Bom… A ideia em si, a ideia inicial, se calhar agradou, mas depois… parece que tanto um como o outro se sentiram indispostos…
- A sério?
- Eles insistiram… Ele disse-me que insistiram. Mas… ao que parece, a boca de ambos gosta tão pouco de cu como de picha e de cona.
- Dá Deus nozes a quem não tem dentes! Acho que vou começar a ser egoísta… Para quê partilhar os segredos que conheço se as pessoas reagem atirando pedras? Elas que fiquem com os seus preconceitos… e sem o nosso prazer, meu querido amor!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A primeira vez

Irineu abandonou o projecto de ordenar todas as suas recordações sexuais da mais antiga para a mais recente, quando percebeu, após várias tentativas falhadas, que mesmo a sua vasta e profunda memória era pequena e mesquinha quando comparada com o labirinto complexo dos desejos e experiências de um ser humano. No caso, ele próprio.
Começar não era difícil, pois a primeira de todas as suas recordações sexuais era tão breve e misteriosa  quanto indiscutível  e imponente, como se fosse uma luz originária que, desde os anos muito velhos da infância, iluminava as outras experiências. 
Tinha quatro ou cinco anos quando, por razões esquecidas,  espreitou pelo buraco da fechadura da casa de banho. Viu a sua mãe nua saindo do banho. Nem a toalha com que secava o cabelo preto, nem a sua pele muito branca e pingando água ou sequer os dois seios pendurados como pêras quase a cair depois de alimentarem dois filhos vorazes, prenderam a atenção Irineu. O seu olhar foi usado por inteiro para contemplar o desconhecido triângulo preto que sua mãe tinha entre as pernas, mesmo no sítio onde ele se sentava quando trepava pelos seus joelhos acima. Irineu fugiu para a rua antes mesmo de sua mãe enfiar as cuecas largas e pouco sensuais. 
A incompreensível imagem dos pêlos púbicos de sua mãe acompanhou-o ao longo dos anos e foram muitas  as ocasiões em que a sua inquieta imaginação obrigou a memória a devolvê-la e a expô-la sob a luz da consciência. Foram muitas  as ocasiões em que se interrogou acerca das marcas que eventualmente teria deixado na sua maneira de ser.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quando a roupa não esconde a nudez

Um cliente apressado e distraído deu um encontrão na Marta e derramou-lhe uma garrafa de água meio cheia no peito. Quando Sofia se aproximou para emprestar um lenço reparou que a camisa molhada não conseguia ocultar nem os detalhes do volume nem o opulento contorno do seio esquerdo. O mamilo parecia querer romper os tecidos, agora quase transparentes, do soutien e da camisa de linho branco e projectava-se para a frente como um espigão, ameaçador mas cativante.
O campo visual de Sofia estreitou-se até ficar reduzido a um fino foco, rigidamente dirigido para o peito molhado de Marta, como se fosse para lá atraído por uma força física mais forte que o magnetismo ou a gravidade terrestre. Se os olhos tivessem lábios e o olhar pudesse beijar e chupar, Marta teria sentido os seus seios invadidos por uma sôfrega legião de carícias. E não é preciso ser especialista em estratégia militar para prever que o primeiro e mais forte ataque seria desferido contra o mamilo esquerdo.
Quando voltou as costas a Marta para voltar para a sua secretária, Sofia sentia-se mais excitada do que alguma vez se sentira na vida. Era como se um fogo, morno mas veemente, lhe ardesse no peito e lhe aquecesse o sangue. Sentiu o sexo ficar húmido e latejante e os seios endurecerem. Um arrepio delicioso percorreu-a dos pés à cabeça, fazendo-a suspirar. Por instantes teve a sensação de estar nua, como se a ardente agitação que tomara conta dela tivesse feito desvanecer as suas roupas. Era como se as pessoas que estavam na sala estivessem a ver, com os mesmos olhos com que viam os móveis e as paredes, o seu desejo por Marta e a tesão que sentia.
Olhou à volta. Nenhum colega estava sequer a olhar para ela. Marta acabara de secar a camisa molhada com os lenços emprestados pelos colegas e retomara o seu trabalho. Ao sentar-se atrás das muralhas da sua secretária, Sofia puxou a curta saia um pouco para cima. Tocou discretamente com a mão nos seios. Os mamilos erectos pareciam estar a chamar os dedos e a pedir-lhes carícias. Meteu a outra mão entre as pernas. As cuecas estavam um bocadinho molhadas. Desviou-as para o lado e empurrou os dedos para a frente e depois moveu-os para baixo e para cima. No preciso momento em que tocou no clítoris olhou para Marta. Esta tinha desapertado um botão da camisa e a posição em que estava sentada deixava ver quase metade dos seios. Quando reparou no olhar de Sofia sorriu amigavelmente. O sorriso de Marta foi como um choque eléctrico. Sofia esfregou furiosamente o clítoris e teve de conter um gemido. Retirou a mão, puxou a saia para baixo e levantou-se. Precisava de se masturbar e descarregar aquela tensão, senão ainda criava um escândalo. Enquanto se dirigia à casa de banho sorriu para Marta e piscou-lhe o olho. “Marta, minha querida, um dia destes iremos aquela casa de banho as duas e a minha cona em vez de sentir os meus dedos sentirá a tua língua”, murmurou.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O som do desejo

Quando ela finalmente chegou foram para o carro dele, que tinha bancos "mais adequados à função sexual", como costumavam ironicamente dizer. Infelizmente, àquela hora o parque de estacionamento tinha muita gente a entrar e a sair e ela não podia arriscar um escândalo tão perto da empresa onde trabalhava. Ir para outro lugar, por exemplo até ao mar, não era possível, pois tinham um compromisso inadiável daí a uma hora e meia. "Vamos ter que passar sem a fodinha propriamente dita", lamentou ele. "Sim, mas não substimes a minha boquinha", disse ela enquanto lhe apalpava o pénis e lhe desapertava as calças. Ele conduziu o carro até a uma zona menos iluminada do parque de estacionamento. "Eu adoro os teus broches, meu amor. Mas - o que queres? - a minha picha tem umas saudades desgraçadas da tua cona... Paciência! Por sorte, a minha língua e os meus lábios também têm saudades dessa gruta peluda..." Um gemido de prazer próximo do grito que não conseguiu conter interrompeu a sua promessa do "minete mais intenso da história".  Ela parou durante dois segundos, mas depois continuou a chupar-lhe o pénis mesmo antes dele se certificar se havia alguém por perto que pudesse ter ouvido o sinal sonoro do desejo irreprimível que os ligava um ao outro.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Urgência

Sabia que naquele momento ela estaria numa reunião muito importante e mandou-lhe uma mensagem de telemóvel dizendo "Comia-te toda, minha querida!". Como calculava, ela não respondeu. Pouco depois, mandou outra mensagem: "És boa como o milho e eu preciso urgentemente de lamber e foder a tua cona." Cerca de quarenta minutos depois chegou a resposta: "Seu maroto! A reunião acaba às sete. Espera por mim lá fora. Trato de ti no carro."