PISTAS PARA O TESOURO

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O teu único problema

- É a sétima vez que recusas um convite meu para tomar um café, para não falar nos três convites para ir ao cinema.
- Foram assim tantas?
- Diz-me uma coisa, Sofia. Sou assim tão horrível? É que não te vejo sair com ninguém e…
- Ouve… Tu és um querido! E não és horrível, claro que não! És de longe o colega com quem eu mais simpatizo.
- Imagina que não simpatizavas… Batias-me de certeza! Se simpatizas e me desprezas assim, o que farias se…
- Não é nada disso. Eu não te desprezo... Ok, eu explico. O único problema que tu tens, a única coisa que me desagrada em ti… Bem, não é culpa tua. Não é que não sejas bonito e…
- Não sou suficientemente alto?
- Não é também isso. Não há uma maneira fácil de dizer isto, por isso… Vou ser bruta. O teu único problema é que não tens mamas e tens caralho em vez de cona. Não duvido que seja grande e duro, mas eu não gosto de caralhos de nenhuma espécie. Percebes agora?
- És fufa? Uma brasa como tu? Que desperdício!
- Estás a ser parvo. Não me faças desdizer em relação à tua simpatia. Amigos?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A memória de um príncipe

Tinha sido a primeira vez. Sebastião sugerira que fossem até ao castelo. Não havia turistas e o velho guarda lia o jornal no seu cantinho, indiferente à memória dos reis e dos príncipes. Entre os dois criara-se um ambiente peculiar, uma mistura de cumplicidade e tensão. Ao subirem as íngremes e estreitas escadas para as muralhas e para as torres do castelo, cada um deles tocava com as mãos, e às vezes com os joelhos, no corpo do que ia à frente. Um observador não pensaria que eram propositados, mas a verdade é que esses toques se repetiram várias vezes. Quando era Sebastião que ia à frente, parava por vezes de repente e o corpo do outro rapaz ia chocar contra o seu. Sebastião demorava um bocadinho a afastar-se e tinha a sensação que o outro também.

Por fim, foram até à torre mais alta. Lá de cima avistavam-se léguas e léguas de campos agrícolas e pequenos bosques. Sebastião deixou o outro chegar primeiro às ameias. "Que bonito que isto é! Olha aquele cavalo além." Sebastião espreitou por cima do ombro dele. "Onde?" Aproximou-se mais, como se quisesse perceber para onde estava ele a apontar, e encostou-se ao de leve no seu corpo. Enquanto apontava para um campo onde pastava um belo cavalo preto, o outro rapaz chegou-se ligeiramente para trás. Sebastião não recuou, pelo que os corpos de ambos ficaram colados. Eram da mesma altura e por isso a erecção de Sebastião ficou encostada ao traseiro do rapaz. Este fez um pequeno movimento para trás e Sebastião correspondeu com um movimento para a frente. O pénis de Sebastião parecia querer sair das calças. Sem afrouxar a pressão, e sem dizer palavra, ambos repetiram os movimentos para trás e para diante. A respiração dos dois tornou-se um pouco mais tensa. Sebastião agarrou a cintura  do rapaz com uma mão e com a outra tocou-lhe no pénis. Mesmo com as cuecas e as calças por cima calculou que fosse maior que o seu. Deslumbrado com o prazer que sentia, mas também com a novidade da experiência, apalpou o pénis  do rapaz com vivacidade enquanto se esfregava vigorosamente no seu traseiro. Era bom. Era mais do que bom. O outro rapaz desapertou o botão das calças e baixou-as um pouco, como se abrisse a porta de sua casa e pedisse a Sebastião para entrar.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A língua do amor

- Enraba-me, pediu ele.
- Está bem, meu amor, respondeu ela, antes de lhe cuspir para o ânus e de mergulhar a língua húmida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Fingimento moderado

Era a primeira vez que faziam amor. Depois de lhe lamber rapidamente o sexo, ele colocou-se em cima dela e penetrou-a com doçura. Maria não teve à vontade suficiente para dizer que  lhe apetecia mais carícias e que depois queria ficar em cima dele. Fingiu mais prazer do que aquele que sentiu - "mas, mesmo assim, não foi mau de todo", pensou ela. "Da próxima vez será melhor, se houver próxima vez. A verdade é que mal falei com ele. Será burro ou inteligente?" 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Linho branco

A mulher que Tomé estava a observar deixou cair as chaves e o livro que tinha nas mãos. Tomé precipitou-se para a frente e abaixou-se para apanhar o livro do chão. Era uma tradução inglesa de poemas de Píndaro. Além de bonita e bem-feita de corpo era uma intelectual - o seu género favorito! Enquanto isso, a mulher também se abaixou para apanhar as chaves, que tinham caído mais perto que o livro. Esse movimento fê-la mostrar os seios a Tomé, que estava ainda agachado com o livro na mão. A leitora de Píndaro não tinha soutien e os seus peitos baloiçavam livres e contentes atrás do impudente decote. Quando Tomé se aproximou para lhe dar o livro, antes de sorrir e de a olhar nos olhos, olhou para os salientes mamilos cuja forma o vestido de linho branco sujo deixava entrever. Imaginou-se a beijá-los e a chupá-los com doçura, enquanto escolhia a primeira frase que diria à mulher.

A aposta

- Queres apostar que ele se demite esta tarde?
- Não se demite nada! Apostas o quê?
- Se ganhares deixo que me mijes em cima. Se ganhar eu fazes-me um broche e ao mesmo tempo enfias-me um dedo no cu. E engoles, ok?
- Se eu ganhar… pode ser numa altura em que esteja com o período?
- És tão porca! Mas é mesmo assim que eu gosto de ti, meu querido amor!

Ao mesmo tempo

- Lambe-me o cu, está bem? Mas tenta não te roçar na picha, senão depois venho-me depressa demais.
- Seu porco imoral, as coisas que tu me pedes! Põe a cabeça em cima das almofadas e lambe-me também - a cona e o cu, se conseguires chegar lá. Mas continua a apertar-me os mamilos. Chegas lá? Isso! Põe mais saliva. Sim! Lambuza-me toda, porco!
- Então e o meu cu? Não é possível falar e lamber ao mesmo tempo. Só falta começares a discutir o aquecimento global... ou se a existência de mal no mundo prova que Deus não existe.
- Eu dou-te o aquecimento global e o mal no mundo… Lambo-te já, cabrão de merda! Primeiro vou encharcar este cu de maricas em saliva. Imagina que a minha língua é um caralho grosso. Pensas que eu não sei que sonhas em ser enrabado?

A melhor forma


- Estavas a falar acerca de quê com o João e o Tiago? Calaram-se assim que eu cheguei e pareciam atrapalhados…
- Não era nada de especial. Se eles te conhecessem melhor não se tinham calado. O Tiago estava a contar que a irmã de uma colega  enfiou, ao masturbar-se, uma garrafa de vodka na cona. Mas parece que a garrafa não estava completamente vazia, ainda tinha umas gotas de bebida e a coitada passou um mau bocado. Foda-se, deve ter doído!
- Que gaja tão parva! Tem de se lavar bem a garrafa. Ainda por cima…
- O quê?
- As garrafas de vodka não têm uma forma boa. Há umas de cerveja, que não me lembro agora o nome, muito melhores.